
Como esta obra fala sobre a consciência da morte, tenho que falar também sobre a questão do espírito. O espírito nasce da nossa consciência da morte. Aquilo a que chamamos de espírito é uma coisa que parece que entra em cena para dizer que não podemos dar o nosso corpo como garantido. O espírito irá sobreviver do corpo. O espírito parece-se como uma característica indefinidamente humana mas que aparece apenas no sentido de nos alerta que nos vai deixar com a morte do corpo, dado que ele apenas garante o nosso saber da inevitabilidade da morte uma vez que nasce da consciência da própria morte. Sendo assim, o espírito não é aquilo que nunca morre, mas aquilo que nos permite saber que vamos morrer. Falando propriamente da minha obra, ela trata todos estes temas a respeito da morte, do espírito e da consciência da morte. Sendo assim, fotografei cadáveres, fragmentos de cadáveres pretendendo com isso criar uma metáfora. Captando uma imagem viva de uma coisa morta. Como refere Roland Barthes em a câmara clara: "a presença da coisa nunca é metafórica, e no que respeita aos seres animados, a sua vida também não, salvo se fotografarmos cadáveres". A fotografia, neste caso, certifica por assim dizer que o cadáver está vivo enquanto cadáver. A minha ideia neste projecto é também mencionar e transmitir “o isto foi” mas ao mesmo tempo o “ isto será” assim com o aparecimento da morte (aspecto visual). A tal consciência de que falei anteriormente. Outro ponto do meu projecto e não menos importante, é a transição entre a vida e a morte, do positivo – vida, e do negativo – morte. Este projecto tem o objectivo de criar uma acção de consciencialização no ser humano, de que a morte existe e também de que para falarmos da vida teremos que mencionar a Morte.

Como refere Roland Barthes em a câmara clara: "a presença da coisa nunca é metafórica, e no que respeita aos seres animados, a sua vida também não, salvo se fotografarmos cadáveres". A fotografia, neste caso, certifica por assim dizer que o cadáver está vivo enquanto cadáver. A minha ideia neste projecto é também mencionar e transmitir “o isto foi” mas ao mesmo tempo o “ isto será” assim com o aparecimento da morte (aspecto visual). A tal consciência de que falei anteriormente. Outro ponto do meu projecto e não menos importante, é a transição entre a vida e a morte, do positivo – vida, e do negativo – morte. Este projecto tem o objectivo de criar uma acção de consciencialização no ser humano, de que a morte existe e também de que para falarmos da vida teremos que mencionar a Morte.


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